Babá pro Totó
Animais viraram membros da família e agora conquistaram o serviço de pet sitter para reforçar ainda mais a humanização
Não restou quase nada do tempo em que totó era apenas o cão que comia o resto dos donos e dormia num reles canto do terreiro. A força do mercado pet no Brasil está nos números. Em 2011, foram 12,2 bilhões de dólares de investimentos no setor e a constatação de que a chamada humanização dos animais por parte de donos chegou a um patamar em que o animal doméstico – algo em torno de 100 milhões no Brasil – virou mais um membro da família e, como tal, precisa ter supridas várias de suas necessidades. E como a correria é a pior inimiga do homem moderno, sobra pouco tempo para os cães, os gatos, os pássaros e o que mais houver. Quer dizer, faltava. Não é uma profissão recente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, mas o chamado pet sitter, ou babá de animais, chega a Belo Horizonte com força total prometendo um cuidado que inclui desde a socialização do animal até zelo com higiene e saúde. Não é um serviço barato, mas a promessa é a de menos estresse para o bicho, tratamento personalizado e a manutenção da rotina criada pelo proprietário.